segunda-feira, 30 de julho de 2012

Poesias Imparcialistas


Tolerâncias

Esse instante pede silêncio,
O mais completo silêncio é o maior dos prazeres...
Esse tempo de caos, multidões e ruídos,
Essa sociedade viciada em prazeres mundanos
Criou tolerâncias para todos os prazeres vícios, pecados e crimes...

O orgasmo e seus segundos de prazer
É sempre medíocre,
A droga em seu efeito devastador
 É sempre mortal,
A ilusão de felicidade das posses
É a maior das frustrações,
A cobiça
É a tortura de todos os desejos insaciáveis,
A abstinência e a repressão aos desejos se tornaram inaceitáveis;
Era o ponto de equilíbrio entre a sanidade e a loucura.

Tenho meia idade;
Sei que a juventude é o maior dos desperdícios
 Sou intolerante com a conversa vazia,
A vida pede silêncio...
Não me pergunte nada!
Sim, tenho a resposta,  mas o que vale é o silencio...
Me deixe calado
Para que eu cale meus sentidos e meus pensamentos
E viva no espírito que é o prazer de ser eterno.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Poesia esotérica


Autoridade no espírito

Nesse tempo de ilusão de liberdade
E diversidade de modo de viver;
Tenho autoridade no espírito,
Essa é a essência da minha vida
E do meu caminho interior.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Poesias Imparcialistas esotéricas


Cadáver e flores

Sou um andarilho do caminho interior,
Sou um mendigo que compreendeu as palavras do mestre:
“às vezes, quando pensamos que vamos muito bem, resulta que vamos muito mal.
Compreendi a moral do filosofo Nietzsche.
Agora, onde posso aquecer e alimentar minha alma sedenta de Deus,
Meu amor pelo próximo e pelo caminho da cruz:
Nas orações em silêncio,
Nos momentos de solidão,
Nos livros que vão muito além da vida, da morte e das palavras escritas,
Nos versos de um poema dedicado ao coração sedento de Deus,
No fervor de uma música que eleva o espírito,
Na irmandade que não conheço,
Na religião onde não me acolho...
Nas palavras dos mestres...
No silêncio de quem compreendeu o mundo e o abandonou,
Na imparcialidade comigo mesmo,
Nas virtudes que engana, ornamenta e escondem a realidade interior...
Na santidade que esconde à podridão, como as flores sobre cadáveres.
Descobri quem sou sem ornamentos das virtudes,
Confessei a mim mesmo que sou eu
Sem a moral que encobre o homem de si mesmo.
Não há erro algum em ser moral;
Não podemos é sentir que somos os ornamentos,
O cadáver não é as flores que o encobre...

Salomão Alcantra
J.Nunez

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Poema Espaço Vazio - Saulo Menezes Castro


Espaço Vazio
Voar é caminhar sem chão,
Pousar é descansar asas,
Existir é preencher espaços,
Pensar é viver o passado
Ou adiar as incertezas do que virá,
Calar é existir dentro da eternidade.
O monge de manto amarelo
Chega ao silêncio, transcende o nada;
Contempla à eternidade...
O espaço é faminto, e engole universos...
O espaço vazio entre o passado e o futuro,
É o instante, é a eternidade...
O espaço vazio, é a prova
Da existência do nada,
Nada é tão pequeno que não ocupe espaço,
Nada é tão sólido que não tenha vazio.
O nada é o espaço vazio
Que ainda existe, mesmo que preenchido.
A medida entre uma coisa e outra,
É apenas à medida entre uma coisa e outra,
Porque o espaço é infinito...
O espaço é ocupado ou desocupado,
Mas ainda assim, continua existindo.
Caminhar é preencher espaços,
E o ponto de partida
Desta caminhada sem chão,
É sempre depois de uma queda.
Saulo Menezes Castro
J.Nunez

Amores ao vícios e ao mundo.....

o que é a morte? Anjo Orifiel anjo da morte

Morrer na Alma

Por alguns amores ainda não parti,
Por alguns desejos ainda não entrei nas profundezas do meu ser,
Pelo vicio ainda não me entreguei ao caminho interior,
Por algumas necessidades ainda estou olhando a vida passar,
Por amor e apego aos pecados ainda não morri na alma;
Ainda estou na superfície de mim.

Não desci aos infernos nos homens
Não fui arrebatado para os céus nos homens;
Se fosse o caso de esperar por mim seria fácil,

Mas a verdade é que tenho que me abandonar
Para ir ao encontro de outro;
Ser eu nas profundezas do inferno,
Nos labirintos da mente e nas alturas dos céus...

Posso dizer Adeus agora;
Por medo, apegos e fraquezas retornar no caminho,
Posso também dizer Adeus para sempre...

Meu Pai interior!
Me dê força para deixar meus amores mundanos.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

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