domingo, 19 de agosto de 2012

Poesia imparcialista esotérica


O homem da capa abstrata

Não estou disponível,
A minha voz é para poucos,
Com a irmandade tenho pacto de silêncio e sangue.
Sou esse mistério que a cidade alimenta,
Sou esse segredo indecifrável,
Sou esse medo e essa admiração entre as crianças,
Sou esse olhar de estranhamente nas pessoas,
Sou esse receio entre os parentes,
Entre eles esse misto de vergonha e orgulho...,
Sou esse silêncio que não incomoda,
Mas que alimenta e excita quem ronda meus quintais,
Sou aquele que quando passa portas e janelas se fecham
E sou espiado por elas entre aberta e pelas fendas nas paredes,
Sou a fonte de mistério que nunca seca...
Não tenho voz e nem palavras para esses curiosos,
Esses vulgares e tagarelas que rondam feitos ratos
O mistério em minha capa abstrata.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


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