domingo, 28 de julho de 2013

Poesia Imparcialista espiritualista

Se eu fosse ateu

Se eu não acreditasse em Deus
Eu seria, em pessoa, o cúmulo da arrogância,
Da prepotência, da rebeldia e da vaidade...
Ou simplesmente um olhar materialista sobre Deus
E sua sombra em todas as coisas...

Se eu fosse ateu,
Deus seria o que eu negaria existe,
Que existe! Muito além do que eu penso.

Gosto da poesia e da filosofia
Porque elas me permitem malabarismos teóricos...

Jonas Corrêa Martins

J.Nunez

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Poesia holística

Vão...

Vão entre uma coisa e outra
Vão de oscilar entre isso e aquilo  
Vão de ir
Vão entre suas pernas,
Vão por onde se espia segredos 
Vão das coisas,
Vão de espaço,
Vão por onde se consolida o desejo e o amor.

Vão da vida
Vão de ser em vão
Vão que não existe,
Tudo é ocupado por um espírito espectral.

Eu ocupo o vão entre os átomos das paredes
Das casas assombradas por mim...
Assombrar é ser o que os outros não compreendem
Com os cinco sentidos do corpo...
Eu ocupo o vão entre suas coxas.

É preciso alma!
O poeta tem que ser doido aos olhos do senso comum
E dançar ao som invisível do universo.

Saulo Menezes Castro
J.Nunez


domingo, 14 de julho de 2013

Poesia Esotérica Imparcialista

Fraternidade Oculta

Olho para a estrela,
Sei que temos afinidade,
Somos eternos dentro da eternidade.
Em minha insignificância
Diante da vida e do universo,
Em meu anonimato holístico,
Sou eterno.

Olho para as gentes
Sei que somos distantes;
Ligados e temos uma afinidade:
Somos indivíduos e massa,
Somos corpos perecíveis
E eternos na composição
Abstrata de sermos gentes.

Modernos, desligamos o corpo da alma,
Ignoramos que somos o mesmo homem primitivo,
Ignoramos que existimos aqui e mais além
Com todo o comprometimento com a lei de Deus.
 Mais além somos irmãos
 Em uma fraternidade oculta.

Saulo Menezes Castro

J.Nunez   

sábado, 6 de julho de 2013

Poesia Imparcialista Esotérica: Os Cães

Os Cães

É sempre os cães
A me morder os  pés
E me despertar do sono espectral

Em fuga num mundo
Em que levanto vôo sem asas
E transpasso paredes e portões...

Depois, mais tarde,
Fora do tempo e do espaço
Acordo materializado no mundo
Em que estou preso ao chão,
E não posso flutuar.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Poesia esotérica Imparcialista

Personalidade  

O que não somos
O que a vida não permitiu
O que sonhamos
O que poderíamos ter sido
O que somos de fato;

Desce pelas nossas gargantas,
Corre pelos nossos corpos,
Percorre nossas veias
Mora em nossos pensamentos,
Ronda nossas sensações e nossos desejos
E se potencializa em nós em forma de vícios,
E nos destrói com a mesma força
Daquilo que desejamos
E a vida não permitiu.

A personalidade é uma estrada
Para caminhamos com o que somos;
Pode não existir a estrada
E a personalidade se dispersa nos vícios
Ou caminha por onde não é nossa estrada.

A vida sempre avisa
O que ela não permitirá,
Então tomo outro caminho,
Ou faço atalhos,
Ou busco um vício que me destrói
Com a mesma força e intensidade
Que eu poderia ter sido.

Murilo Santiago

J.Nunez 

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