sexta-feira, 19 de julho de 2013

Poesia holística

Vão...

Vão entre uma coisa e outra
Vão de oscilar entre isso e aquilo  
Vão de ir
Vão entre suas pernas,
Vão por onde se espia segredos 
Vão das coisas,
Vão de espaço,
Vão por onde se consolida o desejo e o amor.

Vão da vida
Vão de ser em vão
Vão que não existe,
Tudo é ocupado por um espírito espectral.

Eu ocupo o vão entre os átomos das paredes
Das casas assombradas por mim...
Assombrar é ser o que os outros não compreendem
Com os cinco sentidos do corpo...
Eu ocupo o vão entre suas coxas.

É preciso alma!
O poeta tem que ser doido aos olhos do senso comum
E dançar ao som invisível do universo.

Saulo Menezes Castro
J.Nunez


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