quarta-feira, 30 de julho de 2014

Poesia esotérica

Floresta da alma

Tenho afinidade com o silêncio e a solidão
Por isso estamos sempre juntos
E não importa se a sós, ou em meio à multidão.
.  
Na solidão eu me multiplico
Sou dois, três ou muito mais...

A solidão e o silêncio me levam
Para a tenebrosa floresta da alma
Onde Diana Caçadora
Caça minha natureza selvagem.

Jonas Corrêa Martins

J.Nunez 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A psicologia gnóstica na poesia Imparcialista

O Menino assustado

Arranquei pelos cabelos
O menino assustado.
Arranquei pelo baixo ventre
E fulminei o garotinho alarmado...

Matei o garoto que não aprendeu a dizer que se dane...
Matei sem piedade aquele menino bobo querendo sua aprovação.
Matei sem piedade aquele menino que se escondia,
Atrás da impressão de humildade,
O orgulho e a vaidade...
Matei aquele menino gestado por minha mãe...
E alimento por mim com todos os medos.

O menino esperava aprovações,
Porém, morria de medo se ser querido,
 E ter sua liberdade tolhida.

Esse menino foi morto em mim...   
Nasceu um homem no lugar do garotinho assustado;
Um homem elegante e corajoso diante da afronta...
Um homem que vê muito além dos momentos 
De aprovação, reprovação ou afrontas...
Para esse homem o que importa é o que está  além do tempo...

Murilo Santiago
J.Nunez

sábado, 19 de julho de 2014

Poesia religiosa espiritualista

Romanos 6:23: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor."

A Visita da Morte

Hoje eu vi a morte
Sem a sua face horrenda,
Sem a capa preta,
Sem a foice
E sem mistério...

Eu vi a morte sem face
Quando senti a sua presença
Na sensação de morte

Ressuscitei-me,
Coloquei de volta a alma dentro corpo...

A sensação de morte
É a sensação de perda;
Não de uma coisa, ou de uma pessoa,
Mas a perda de seu corpo para a morte,
Enquanto o corpo astral
Assiste a morte na carne,
A morte do pecado.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

terça-feira, 8 de julho de 2014

A prisão do vício


Depois daquela porta

Não tive medo de abrir a porta para os porões,
Porém, fui um homem com receio
Do mundo novo depois daquela porta,
Tive medo de abrir a porta que dá para aquela estrada,
Tive medo de saltar para o voo,
Pássaro com o pé atado
Tive medo de soltar-me...
Prendi meu corpo a um vício
Para sentir-me preso ao chão...

Tomei coragem, deixei o vício,
Arrombei a porta que dá para a estrada,
Desprendi o pé atado,
Soltei para o grande voo,
Agora estou na estrada sem fim...

Derrubei a porta
Agora tenho acesso livre
Para o porão e o mundo novo.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


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