quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Esse é o caminho para os andarilhos da alma.


Discípulos de São Francisco

O caminho é longo,
O itinerário é muito difícil
Montanha, planície, vale e precipício.

Não leve absolutamente nada...,
Abandone tudo durante a caminhada:
Status é peso morto, para nada serve,
A sua importância!  Atire no primeiro abismo da estrada,
Presunção e prepotência abandonem- as na bifurcação do caminho,
Vaidade e cobiça atravanca a caminhada...
Não traga mochilas,
Se for capaz, venha apenas com a roupa do corpo,
Esse é o caminho para os andarilhos da alma.

Venha apenas com seus pés e suas asas do espírito,
O resto Deus proverá.
Nesse caminho brota águas na fonte,
Nasce frutos a beira da estrada,
Esse caminho é o paraíso do pobre que nada leva.
Podemos até encontra os discípulos de Francisco nessa estrada.

Antes do seu primeiro passo é preciso que saiba
Que não somos absolutamente nada...
É preciso ser nada para que Deus se manifeste;
Então seremos tudo.

Deus nasce assim, do nada.
Onde não há nada existe o verbo.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez









quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Poesia esotérica

Ecdise

Hoje ele não ficará em casa,
Hoje ele sairá pelas ruas
Igual a São Francisco de Assis nu 
Abandonando à casa do pai...

Aquele que andava por ai morreu.
Morreu aquele que representava ao gosto do povo,
Hoje eu sou ele, somos um só...

Sou aquele que arrancou a máscara 
Nesse eterno baile de máscara,  
Sou aquele que esteve diante do altar,
Sou aquele que fez o meu juízo final,
Sou aquele que ignora tempo, paredes e espaço,
Sou aquele que deixei preso nos porões da alma,
Sou aquele que praticou magia em segredo,
Sou aquele que se escondeu atrás dos símbolos
E atrás do não dito,  
Sou aquele que matou o que fui e tomou o seu corpo,

Sou aquele que viveu longos anos nas entrelinhas,
Nos silêncios, nas discrições, nos tratados e convenções de paz,
Sou aquele que escondeu as garras dentro do bolso,
Sou aquele que nunca ninguém viu, ou ouviu falar...
Sou um animal deixando a casca.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez




sábado, 4 de outubro de 2014

Poesia esotérica Imparcialista

Quíron em Áries


Quíron

Quíron o Rei dos Centauros.
Quíron  é as dores do parto na alma,
É o guerreiro interior ferido,
É a auto-afirmação a si mesmo,
O romper da casca,
A Força descomunal,
A cura de sua própria ferida,
A potência represada,
A ponte para ser atravessada,
O caminho para ser caminhado,
A barreira para ser derrubada,
A outra vida depois da muralha.
Quíron em Áries
Engole o mundo e se torna o que é interiormente.

Saturnino Queiroz
J.Nunez

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Poesia esotérica de Carlos Ferreira Santos

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus; por Ele todas as coisas foram feitas e sem Ele, nada do que foi feito, houvera sido feito”.

O Verbo

Cai de minha monumental insignificância;
Meus pés estão presos ao chão pela gravidade.
Despertei com a voz de Deus no canto da natureza.

A minha voz,
A voz do verbo não tem chão...
Canto um mantra que ecoa pelo universo,
Põe em movimento a dimensão interior
E leva minha alma
Para além dessa forma, do espaço e do tempo...

O som é Deus que desperta e cria consciências.
A música celestial paira por sobre
Esse tempo perverso que profana  o som, a música e a mística.

A palavra sai do útero do verbo 
E damos a luz ao bem e o mal.    
       
Carlos Ferreira Santos

J.Nunez

Carlos Ferreira Santos, o mais humano dos poetas imparcialistas, o poeta do pé no chão, literalmente, poeta da consciência de existir fixo e das asas do pensamento que tem o corpo físico como ponto de partida e pouso. Poeta da metáfora da consciência de estrutura, da consciência de estar na terra e do prazer de desfrutar da natureza com seu cheiro, cores, sabores e humanismo.  Poeta que não se dispersas em um mundo abstrato.
Carlos Ferreira Santos é o encontro da terra e do céu no homem, sem que se confundam, porém tendo a terra, o chão e o corpo físico com o ponto de partida e a consciência de existir fixo e estruturado.

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