quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Poesia esotérica de Carlos Ferreira Santos

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus; por Ele todas as coisas foram feitas e sem Ele, nada do que foi feito, houvera sido feito”.

O Verbo

Cai de minha monumental insignificância;
Meus pés estão presos ao chão pela gravidade.
Despertei com a voz de Deus no canto da natureza.

A minha voz,
A voz do verbo não tem chão...
Canto um mantra que ecoa pelo universo,
Põe em movimento a dimensão interior
E leva minha alma
Para além dessa forma, do espaço e do tempo...

O som é Deus que desperta e cria consciências.
A música celestial paira por sobre
Esse tempo perverso que profana  o som, a música e a mística.

A palavra sai do útero do verbo 
E damos a luz ao bem e o mal.    
       
Carlos Ferreira Santos

J.Nunez

Carlos Ferreira Santos, o mais humano dos poetas imparcialistas, o poeta do pé no chão, literalmente, poeta da consciência de existir fixo e das asas do pensamento que tem o corpo físico como ponto de partida e pouso. Poeta da metáfora da consciência de estrutura, da consciência de estar na terra e do prazer de desfrutar da natureza com seu cheiro, cores, sabores e humanismo.  Poeta que não se dispersas em um mundo abstrato.
Carlos Ferreira Santos é o encontro da terra e do céu no homem, sem que se confundam, porém tendo a terra, o chão e o corpo físico com o ponto de partida e a consciência de existir fixo e estruturado.

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