quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Poesia esotérica

Ecdise

Hoje ele não ficará em casa,
Hoje ele sairá pelas ruas
Igual a São Francisco de Assis nu 
Abandonando à casa do pai...

Aquele que andava por ai morreu.
Morreu aquele que representava ao gosto do povo,
Hoje eu sou ele, somos um só...

Sou aquele que arrancou a máscara 
Nesse eterno baile de máscara,  
Sou aquele que esteve diante do altar,
Sou aquele que fez o meu juízo final,
Sou aquele que ignora tempo, paredes e espaço,
Sou aquele que deixei preso nos porões da alma,
Sou aquele que praticou magia em segredo,
Sou aquele que se escondeu atrás dos símbolos
E atrás do não dito,  
Sou aquele que matou o que fui e tomou o seu corpo,

Sou aquele que viveu longos anos nas entrelinhas,
Nos silêncios, nas discrições, nos tratados e convenções de paz,
Sou aquele que escondeu as garras dentro do bolso,
Sou aquele que nunca ninguém viu, ou ouviu falar...
Sou um animal deixando a casca.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez




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