terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A Vontade de Deus

A Vontade de Deus

Deus, qual é o teu propósito
Para a minha vida, para o meu dia;
Espero em ti
Porque não posso ver
Além desse momento
Em que vivo e respiro.

Meus sonhos e projetos são projeções
Na grande tela das ilusões,
Meus objetivos são miragens
Diante dos meus olhos,
Meus propósitos ignoram
O que há no meu futuro
E qual a tua vontade.
Meus fracassos e minhas vitórias
Também nada sabem 
De teus propósitos para a minha vida.

Deus, pai, qual é o teu
Projeto para a minha vida?
Me coloco em meditação
Para escutar no coração
Qual é a vontade de meu Pai.

Francisco Medeiros 
J.Nunez 

23-12-2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vidas psicológicas

Outras vidas

Há muitas outras vidas abstratas
Dentro de nossas vidas físicas:
Vidas imaginárias, vidas de pensamentos
Sentimentos e atitudes secretas.

Essas muitas vidas
Não condizem com a vida real,
São vidas psicológicas,
Que muitas vezes inconvenientes
Assumem o nosso corpo feito intrusos,
Como personagem que passa a ser o autor,
Demônios querendo tomar posse de nossa vida física.

Quando vivemos uma dessas muitas vidas psicológicas
Que não condizem com a nossa vida e condição real,
 Vem o mal...

É necessário que a vida física real
Tenha relação de afinidade  
Com um estado psicológico equivalente,
 Mas isso é para poucos...

Murilo Santiago

J.Nunez 

Poesia religiosa




Que nada interponha entre o nosso amor.

Não tenho ornamentos nas palavras.
Quero te chamar igual ao filhinho chamado a sua mãe,
Quero te chamar com toda a simplicidade do amor,
Com toda a ternura de quem ama.
Me aquece com a sua presença mística,
Me de o canto, o verso e a música
Que desperta o coração para a contemplação de ti.  

Que nada interponha entre nós e o nosso amor,
Se algo cegar meus olhos de adoração a ti,
Se o pecado seduzir meus sentidos,
Se a ilusão tomar a minha alma,
Se a ira roubar a minha calma,
Se o desejo atar meus pés aos prazeres terrenos,
Se eu adormecer diante no teu altar;
Minha Mãe! Venha ao meu socorro,
Esteja sempre pronta para eliminar as barreiras
E quem ousar interpor, entre nós e o nosso amor.

Quando eu descer aos infernos dos homens
Conserva-me a paz,
Coloque em minha boca a sua a palavra mística
E a música de adoração em meu corpo.
Nada pode interpor entre o amor de mãe e filho. 

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Poesia esotérica

.Um fantasma patético...

Preso dentro de uma parede densa
Colidindo em uma multidão de átomos
Feito um fantasma tão compacto
Quando à parede que ele tenta atravessar.
Um fantasma patético...
Fazendo vergonhas no mundo espectral.

Dentro do mundo das formas astrais;
Transcendendo o plano das matérias
Encontramos Deus e o som que ecoa eternamente pelo universo:
A voz doce e amorosa de uma mãe se faz atemporal,
A música universal chega aos meus ouvidos
Ali dentro no mar de energia cósmica.

Retomando à condição espectral,
Sonhando estar no mundo físico,
Só resta agora a simbologia da mariposa cinza
E dos cães amorosos e aduladores, que tanto me irrita.
Agora estou preso ao mundo das formas tridimensionais. 

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lição de humildade e amor

Lição de amor e humildade

Só voltarei à poesia com a mística e o autodescobrimentos...
Volto à poesia com a lição de humildade,
Com a lição de amor materno,
De mãe, que ama aquele filho que nada tem a oferece ao mundo...

Volto à poesia com a lição de humildade daquele amigo 
Que tem nada para oferecer ao mundo;
Sem atrativos, sem elegância,
Sem beleza, sem talentos, sem bens materiais...

Volto à poesia com a lição de humildade de uma mãe
Que ama seu filho, quando nele não há nada de se admirar e atrair.
Essa mãe deixa em mim a grande lição de amor
Que desce as profundezas da humildade
E eleva à condição humana ao mais sublime que há  alma.

Essa lição de humildade me ensinou que na beleza
Esconde a minha fraqueza diante a fealdade da vida...
O amor as belezas e ao sublime esconde o meu medo do ridículo,
Minha fuga das coisas repugnantes,
A minha covardia diante do sofrimento humano e da feiura humana,
A minha negligência as dores e as chagas do próximo.

A grande lição de humildade me faz recordar do amor
De São Francisco de Assis, entre os leprosos,
Que ama aqueles que não têm nada a oferecer ao mundo;
É fácil amar pessoas belas, inteligentes, ricas, divertidas, talentosas....

Essa grande lição de amor e humildade me ensinou que o amor verdadeiro
Está em amar aqueles que nada têm a oferecer,
A não ser, a sua lição de sofrimento humano,  doença, feira e dor....

E preciso descer aos infernos humanos; aprender a lição de amor e humildade,
Depois voltar se para à beleza sem apegos a ela.
É nos infernos da condição humana que devemos crescer.

José Nunes Pereira





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