terça-feira, 28 de abril de 2015

Poesia holística

botticelli_birth_venus

A eternidade da beleza

A beleza da flor
Se perpetua em outras flores,
A beleza da mulher
Se perpetua na beleza de outras mulheres.
A beleza dos corpos se afunda na genética
E se propaga eternamente.

Sem precisar da beleza hereditária,
A grande ambição da beleza
É perpetuar a própria juventude e formosura...
Igual a uma linda feiticeira.

A beleza não seria frívola
Se ela se eternizasse no individuo,
Igual em uma deusa do amor e da beleza.

Saulo Menezes Castro

J.Nunez 

A escada de Jacó poesia religiosa


Escada de Jacob por William Blake (c. 1800, British Museum, Londres)

A Escada de Jacob 

É preciso encolher um terreno firme,
Depois construir o chão, o alicerce...
Para depois começar a construir a escada de Jacó,  
A torre que transcenderá os céus...

É preciso estar nesse mundo,
Saber muito de si mesmo nesse mundo
Para depois transcendê-lo conscientemente.  

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez  


terça-feira, 21 de abril de 2015

Poesia esotérica imparcialista




Hefesto

Vulcano, regente esotérico de touro.
É do deus Hefesto a forja,
O poder, a criação, a beleza e a força...

Poeta sobre o signo de touro,
Meu coração morada do deus ferreiro,
Que forja com fogo e açoite de martelo
Minha alma para a consciência
Da mortalidade que me faz humilde
E da perenidade que me faz sublime.

Saturnino Queiros

J.Nunez

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Forma corpórea e incorpórea

Vida incorpórea

Em frente ao altar,  
Diante da Bíblia e de São Francisco,
Descobri que tenho medo da vida em corpo.

Refugio na alma esse medo
Da consciência de existir assim,
Em carne e osso.

Fujo para a consciência na alma;
Tenho medo de existir nessa forma corpórea
Sujeito a doença e a inconsciência de existir.

Tenho mais coragem na forma imaterial;
Peço aqui no altar
A morte desse medo da vida corpórea.

Murilo Santiago

J.Nunez  

quinta-feira, 16 de abril de 2015

RELIGARE

Religare  

Correntes:
Elos se quebram para o bem,
Ou para o mal.

Elos se quebram elos se religam.
Elo concreto e abstrato:
Religare e karma.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

sábado, 11 de abril de 2015

Poesia espiritualista

Eu

É muito complexo dizer quem sou eu.
Eu sou aquele ali, dormindo e se mexendo de um lado para o outro,
Eu sou esse mesmo corpo indo trabalhar,
Eu sou esse fazendo uma coisa e pensando em outra,
Eu sou aquele cheio de propósitos na vida,
Eu sou esse engolido pelos pensamentos, pelos sentimentos e sensações...
Eu sou aquele que ama, odeia, inveja, cobiça, deseja e fica furioso...
Eu sou aquele que espera e que desespera.

Eu sou, concretamente,
Esse que vê o corpo, em que habita, ali na cama;
Esse que vê todas as manifestações do ego...;
Esse que vê esse corpo engolido pela rotina,
Pelos pensamentos, pelas sensações, pelos desejos e pela ilusão.
Eu sou essa imparcialidade com tudo que poderia ser considerado eu.
Eu sou essa consciência de ser todo esse entorpecimento,
Essas manifestações, essas ilusões...
Eu sou, concretamente, esse que observa.  

J.Nunez  



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ser

Ser

Meu Ser não é esses que encenam ser eu...
Meu Ser não é um momento de atenção aos meus sentidos,
Meu Ser não são essas personalidades mapeadas em minha psique,
Meu Ser não são essas regras, essas normas,
Esse determinado conhecimento intelectualidade,
Essa facilidade em executar algo,
Esse ego, esse vício, esses hábitos...
.
Meu Ser sente-se a si mesmo
Meu Ser é e pronto.

Jonas Corrêa Martins

J.Nunez 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Poesia espiritualista

Vozes

As vozes vazias das ruelas,
Dos passos e das conversas na calçada,
Dos bancos de praças, das janelas,
Das mesas de bares, das reuniões,
Dos velhos nos bancos públicos,
Dos meninos nas brincadeiras,
Dos protestos nas ruas e praças;
Essas vozes vazias me causam aborrecimentos.

Quero silêncio, comunhão com o mundo,
Acontecimentos transcendentais,
A voz do mestre, ou da Irmandade Secreta...
Já disse o que tinha que dizer,
Sem mais, me deixe em paz!

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez 




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Poesia cosmonírica imparcialista

Túmulos

Meus corpos estão espalhados em túmulos
Em diversos lugares do mundo.
Na sepultura está escrito o nome do sepultado:
Mário Pedra; na Idade Média.

O Menino de cabelos claros,
Rosto oval, alongado e amarelado,
Com idade perto de 12 anos,
Deitou-se no túmulo coberto de pedras...

Perguntei- lhe:
_ Quem ai está enterrado?
Ele respondeu:_Você!
Depois me perguntei:
_ Mas quem é esse menino?

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

                     

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