sábado, 23 de maio de 2015

Poesia religiosa



Guarita

Meu coração é guarita,
Ponto estratégico,
Posto de ataque,
Ponto de partida.

Pensamentos vagabundos,
Libertinos e cotidianos
Passam e me levam.

Minha alma é coisa eterna e cara.
Não pode ir por ai
Com qualquer pensamento vulgar.  

Preciso me lembrar a todo tempo
Que eu sou o vigia
E não posso abandonar o posto,
E passar o dia vagando por ai...
Junto com esses pensamentos vagabundos.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

domingo, 17 de maio de 2015

Lei da impermanência das coisas

Impermanências


Sem mistérios tenho essa força
E essa lentidão de touro ou urso...
Não há mistério, sou o que se vê,
Sou o reflexo do que sou...

Estou aprendendo a viver na terra,
Ter os pés nesse mundo,
Um propósito e nele ser produtivo
Mesmo com essa consciente
De impermanência das coisas.

Como diz Saulo Menezes:
“Na lei da impermanência as coisas
Se eternizam por seus frutos.”

Como diz Murilo Santiago:
“O outro é o espelho para o meu reflexo,
Me vejo no outro e em mim mesmo.”

Tenho esse touro na alma
Esse sagitário na vida e na alma,
Essa alegria na vida,
Esse desejo de solidão.

Compreendi que tenho o caminho mais difícil:
Construir na solidão, no silêncio e na vida,
Com essa gente amiga e companheira.  

Saturnino Queiros

J.Nunez 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Poesia espiritualista

Som do Silêncio

Espere eu me acostumar com a escuridão
Para que eu possa ver melhor.
Silêncio!
Eu me faço ao som do silêncio.

Por favor, não me pesa à palavra...
Quero um momento de silêncio,
Quero uma hora de silêncio,
Quero muito mais...
Quero um dia,
Uma vida inteira de silêncio.

A eternidade é feita de silêncio,
A sabedoria é feita de silêncio.
Por favor, não me pesa à palavra...

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez
  


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