quinta-feira, 30 de julho de 2015

Poesia espiritualista

Gato que dorme em estátuas da Buda do regaço


A aura do fogo

O fogo sereno, silencioso,
Transformador e destrutivo,
Me atrai e seduz.

O gato silencioso e relaxado,
Ali deitado sobre o muro;
Me ensina a relaxar e a meditar.

Caí com os olhos
Na parafina derretida da vela,
Escutei o som, o cheiro,
A cor e a aura do fogo.

O pensamento insignificante
Serve apenas para adiantar o que não virá,
Ou para remoer o que ficou para trás,
No tempo e no espaço.


J.Nunez 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O que somos perenemente

Perenemente

Demoramos uma vida para construir uma personalidade
Com base em nossas condições sociais, experiências e títulos;
No entanto, em um dia de lucidez descobriremos
Que essa personalidade é inconstante e efêmera.
Muito pior ainda, descobrimos que a personalidade é apenas uma fachada.
No âmago de si mesmo está o que somos perenemente,
Que se revela a quem está pronto.


J.Nunez

sábado, 25 de julho de 2015

Na Lei de Divina não há suborno e impunidade.

Lei Divina 

Na Sociedade do Prazer os limites e os parâmetros 
É o individualismo, o desejo, o vício e o prazer,
Por tanto, esse tempo deve ignorar 
A dimensão espiritual do homem.

Na lei dos homens existe suborno e impunidade.

Quando olho para minha vida 
E para a vida de todos os homens,
Sem o senso comum, 
Comprovo e acredito na lei de Deus.

Na Lei de Divina não há suborno e impunidade.
A vida dos homens confirma o que digo. 
J.Nunez

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Conquiste a sua alma!

Lamentações 

Conquiste a sua alma!
Foi o que ouvi
Como se fosse o canto de um galo me acordando,
Antes dos raios de sol dessa manhã. 

Essa poesia, que não vou escrever,
Tem pontas de lamentos e falta de atitude...
Por esses motivos essa poesia não será escrita...

Ficará na memória como  uma alerta 
De que por de trás desses versos religiosos 
Está o lamento e a falta de ação.

J.Nunez 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Os maus companheiros



Maus companheiros

Os maus companheiros
São os inimigos ocultos...
Os companheiros das ruas
É o encontro
Com o que somos no interior.

Eu andava por essas ruelas
Com esses maus companheiros.

Eles todos estão morrendo aos poucos,
Agora estou encontrando bons companheiros,
E buscando lugares mais ordeiros.

Octávio Guerra

J.Nunez 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Meditação

Amuleto 

O que posso fazer melhor agora,
É silêncio.
Tenho um amuleto entre os dedos...
Deixo a fala,
Deixo o pensamento,
Deixo a televisão,
Deixo o movimento,
Deixo a turbulência...

O que posso fazer melhor agora,
É silêncio.

Se alguém chegar agora,
Chegou tarde, 
Aquele já morreu e silenciou. 

J.Nunez

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Poesia holística

Conteúdo

Dentro do infinito,
Dentro desse planeta,
Dentro desse quintal,
Dentro dessa casa,
Dentro desse quarto,
Dentro de mim,
Dentro de dentro do ego em mim,
Dentro de dentro da alma em mim.

Dentro de qualquer coisa.
Há algo dentro.
Desse processo infindável o universo se expande
Para o infinitamente grande
E para o infinitamente pequeno
Em um processo de eterna holística.
Quando não restar mais nada...,
Dentro do dentro estará o som, o verbo criador.

Dentro do corpo está a alma,
Para ela as fronteiras são muito menores,
Não há barreiras de átomos que impeça
Que ela viaje para o infinitamente pequeno
E para o infinitamente grande.

J.Nunez


domingo, 5 de julho de 2015

Poesia religiosa

Poesia sobre harmonia entre o interior e o exterior

Descompasso

Chuva e frio lá fora
Pede guarda chuva e blusa.
Aqui dentro de casa, aqui dentro de mim,
Aqui dentro de dentro de mim,
Aqui no mais íntimo da alma
Há um descompasso com o cotidiano.

É sempre o mesmo desejo, o mesmo vício,
Independente do momento e do lugar lá fora.
Esse instante do dia é de meditação e silêncio...
Depois, a vida entra em compasso
Entre o sentir,  o pensar e o momento
Aqui dentro e lá fora de mim.

Murilo Santiago

J.Nunez

sábado, 4 de julho de 2015

Poesia religiosa



Pisando a cabeça da serpente

Feras famintas espreitam sua carne,
Bestas no cio lhe devoram com os olhos,
A fome de zumbis carnívoros e assassinos
Estão rondando suas portas e janelas serradas,
Os demônios se vestem de corpos sedutores. 

Na imagem da Santa pisando a cabeça da serpente,
O monge encontra a paz na alma
E caminha entre as bestas
E as coloca abaixo de meus pés.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez



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