terça-feira, 24 de novembro de 2015

Poesia esotérica

O céu dos meus sonhos

Este céu não revela mais
Do que dias de chuva ou sol.
A neblina delineia paisagem
Que nunca percebi na claridade.

O céu dos meus sonhos
Revela segredos e profecias
Com desenhos de nuvens
E imagens no céu, como em uma tela de cinema...
O céu dos meus sonhos se rasga como um véu;
Revela mistério que ainda não pude decifrar.

Saio das prisões que não me prendem,
Transpasso essas grades, essas portas
E essas paredes que não me prendem,
Porém, outros estão presos por elas.

O inferno e as prisões são construções
Feitas pelo próprio prisioneiro que se aprisiona...
Em seus pecados, vícios e conflitos,
Que são os seus infernos e prisões.

J.Nunez

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Poesia religiosa e esoterica

Casas Interiores

Estou indo embora dessa casa da mente
Porque ninguém aqui é responsável,
Aqui todo mundo manda...
Aqui é só desordem, bagunça, briga,
Intriga, conflito, tagarelice,
Desassossego e falta de rumo...

Estou me mudando para a casa do coração
Lá posso morar perto de Deus,
Perto do silêncio, lá manifesta as virtudes da alma...
Lá eu tenho rumo, esperança e paz...


J.Nunez

domingo, 15 de novembro de 2015

Poesia esotérica

Impetuoso

Despi de meu espírito de luta
Moldando-me as pessoas, ao cotidiano, as circunstâncias e as coisas...
Neguei meu espírito impetuoso para ser agradável aos outros
E pratiquei uma vida cotidiana que me engoliu.

Meu espírito ambicioso e impetuoso para as coisas mais além
Não abaixará a cabeça para as coisas efêmeras para ser agradável.

Revesti com meu espírito de luta...,
Que olha para a minha natureza inferior com profundo desprezo
E posso até parecer arrogante para os fracos e para as fraquezas.


J.Nunez

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Poesia de mística católica

Romanos - 8:13
Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.


Mártir de si mesmo

Digo a mim mesmo
O que minha mãe me dizia quando eu cometia um erro:
_ Vamos ter uma conversa séria!

O pecado e o pecador se vergam no chicote.
Os demônios tomam posse e escravizam
Corpos que se entregam aos vícios do pecado.

Corpos que se açoitam em mortificações,
Corpos que se punem por pecados cometidos,
Corpos martirizados em nome do Cristo,
Corpos que se abstém dos desejos do pecado;
Os demônios deles fogem.

Se por acaso encontrar meus pedaços pelo caminho
Não me tragam de volta;
Estou me desintegrando.
Fui muito longe! 
Para agora encontrar identidade e solidez 
No mesmo lugar, no  principio de tudo...
Na alma com essa fome insaciável de Deus. 

Não há escolha, ou desintegramos o homem inferior
Para encontrar a unidade na alma,
Ou somos desintegrados e dispersados
Dentro dos vícios, dos pecados e dos desejos.
Assim ocorre com todos, nesse tempo de desintegração da virtude
Dentro do pecado, na sociedade do prazer, do entretenimento e do vício. 

O que pensam e dizem de mim é artificial
Sou, concretamente, a consciência de ser.


J.Nunez 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Há sempre uma prisão dentro da prisão

Prisão virtual

Há sempre uma prisão dentro da prisão,
Da realidade fantasiada ou da realidade
Que não é exatamente a nossa realidade.

Somos um corpo que respira
Sem a certeza de que continuará respirando no próximo minuto.
O Filme, o livro, a peça de teatro,  o materialismo,
O mundo virtual, a notícia do jornal,
 O pensamento, a sensação e o sentimento;
Sem a consciência de cada instante,
São prisões dentro de prisões
Em um mundo de fantasias.


J.Nunez

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Poesia religiosa

Irmandade

São dias de guerras,
São paisagens pelo caminho.
Quando me deparo pela primeira fez
Com uma pedra,
Uma flor,
Uma árvore,
Uma folha,
Um animal...
Nesse instante me reconheço
No criador e na criatura.

Nos reconhecemos como irmãos
E ficamos admirados como filhos
E pequenas criaturas
Na irmandade universal
De nosso Deus e nosso criador.

À parte disso, na alma,
São dias de guerra,
Sou caçador de demônios,
Soldado de Cristo,
Buscando a gloria e o retorno casa do Pai.

J.Nunez

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