quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Poesia de mística católica

Romanos - 8:13
Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.


Mártir de si mesmo

Digo a mim mesmo
O que minha mãe me dizia quando eu cometia um erro:
_ Vamos ter uma conversa séria!

O pecado e o pecador se vergam no chicote.
Os demônios tomam posse e escravizam
Corpos que se entregam aos vícios do pecado.

Corpos que se açoitam em mortificações,
Corpos que se punem por pecados cometidos,
Corpos martirizados em nome do Cristo,
Corpos que se abstém dos desejos do pecado;
Os demônios deles fogem.

Se por acaso encontrar meus pedaços pelo caminho
Não me tragam de volta;
Estou me desintegrando.
Fui muito longe! 
Para agora encontrar identidade e solidez 
No mesmo lugar, no  principio de tudo...
Na alma com essa fome insaciável de Deus. 

Não há escolha, ou desintegramos o homem inferior
Para encontrar a unidade na alma,
Ou somos desintegrados e dispersados
Dentro dos vícios, dos pecados e dos desejos.
Assim ocorre com todos, nesse tempo de desintegração da virtude
Dentro do pecado, na sociedade do prazer, do entretenimento e do vício. 

O que pensam e dizem de mim é artificial
Sou, concretamente, a consciência de ser.


J.Nunez 

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