quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A ave fênix

A ave amarela
Igual a uma ave Fênix
Bela e de penas espalhafatosa
Veio de longe,
Passou sobre minha cabeça,
Parecia uma ave de Feng Shui.

Na tela celeste
Uma barragem de nuvem,
Uma barragem de terra
Se desfazia com uma avalanche
Que ao cair formava pessoas
Que lutavam com sigo mesmas.

A ave amarela
Renasce de si mesma.

J.Nunes




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Preço da liberdade espiritual

O que você vai pagar nessa vida?

A liberdade espiritual
E a prisão ao mundo material
Custam o mesmo preço;
A vida.

J.Nunes 
O preço da liberdade e da prisão

Parece impossível,
Porém é muito natural
Que passamos a vida inteira
Trabalhando para sustentando uma posição social
E um sistema político e econômico
Para que possamos um dia, 
O direito a aposentadoria;

No entanto somos incapazes de trabalhar uma vida inteira
Pela nossa própria liberação espiritual,
Que nos custa apenas essa vida física e ilusória.

O preço de nossa liberdade de espírito é a nossa própria vida.
O preço de nossa prisão também é a nossa própria vida.


J.Nunez 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Aton

Atón


Aton é o Sol
É o mantra ao Sol
Em minha boca
É a evocação dessa força
Em meu corpo e em minha alma.
Aton é a unidade do espirito.
 
J.Nunez 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

TRIDIMENSIONAL

As paredes do mundo
São abstratas;
São feitas de pensamentos
E sentimentos nossos
Com relação ao mundo.

A consciência desse limite,
A consciência em todos os sentidos do corpo,
Em todos os instantes nesse mundo,
Dessa parede e dos meus olhos
Que vê apenas o mundo tridimensional;
Faz de mim uma bomba atômica
Que rompe com as fronteiras
De existir na terceira dimensão.

J.Nunes



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Poema os Cães

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Os Cães

Os cães me despertam
De um sono na consciência...

Me fecham os caminhos,
Me mordem as mãos e os pés,
Me obrigam a voar;
Os cães não tem asas.
Um cão verde me persegue.

J.Nunes 
  

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Poesia esotérica

Enigmáticos 

Ao longe a montanha
Se  configura em castelo...
As portas da sala de misticismos
Se abriram para mim.

No umbral fiz o cumprimento sagrado,
Dentro da sala de misticismo,
Dois velhos iguais
Um deitado em cada canto da sala.

Um deles me chamou
Pelo meu nome de batismo,
E me disse através  enigmas,
Me disse através de símbolos.
Eles são o meu grande enigma.

J.Nunes  


sábado, 19 de novembro de 2016

Poesia sobre encontrar Deus

Ser Nada

Eu já quis ser tanta coisa...
Tem gente que quer ser tanta coisa...
Quando é tão fácil não ser nada,
É tão leve não ser nada...
basta ser.

Mas é tão difícil
Chegar a ser nada
E respirar a leveza
De querer Deus....

J.Nunes

sábado, 12 de novembro de 2016

Chakras

Em um quadro surrealista esotérico
O homem pedala uma bicicleta,
E sua corrente engrenada
Nas roldanas da alma
Coloca para girar
As rodas de luz.

J.Nunez   


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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Jazigo

Me aproximei do templo de mármore,
Feliz por encontrá-lo.
Quando aproximei o templo
Era um jazigo,
Com uma porta
Que passava apenas
Um corpo morto deitado.

Sobre o túmulo do ressuscitado,
Sobre o pedra do epitáfio,
Estava o nome no renascido,
O que venceu a vida e a morte
Meu amado mestre Jesus,
Que me convida para a morte pecado.

O cão branco como a neve
Tem duas camadas de dentes,
E me agarra e não me deixa flutuar,
O cão branco é uma incógnita.

J.Nunes




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Sol Interior

Sol  Interior

Dia dos mortos sem chuva,
Sol entrando pelas janelas,
Caminhando pelos corredores,
Adentrando os porões e seus cantos escuros,
Iluminado o interior e colocando para fugir
Todas as criaturas da noite.

Os vampiros e outras criaturas tenebrosas
Saíram dos cantos escuros e foram fulminados
Pela luz do sol interior na casa doze,
Liberando a virtude da alma aprisionada.

Sol da consciência e da lucidez
Que chega a todos os cantos escuros
E faz um eterno dia de sol
Na noite dos tenebrosos.

J.Nunes


domingo, 30 de outubro de 2016

A caverna de espelhos

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A caverna de espelhos 

A mente 
É uma caverna de espelhos
Que reflete uma infinidade de pensamentos...

Deixo passar os reflexos nos espelhos,
Não vou com eles. 

Observo as imagens,
Vigiando e deixando 
Que os pensamentos desapareçam,
Sem que eles suguem minha consciência
Para para dentro os espelhos.

J.Nunes   

sábado, 29 de outubro de 2016

A semente

Semente 

A fruta madura carrega
A semente que é a vida,
A semente quando cai
Em terra fértil perpetua.

O corpo é esse fruto,
A alma é a semente
E o sumo da existência,
A consciência é a terra fértil
Para os frutos da alma.


J.Nunes 

A parábola do Verde e do maduro

Verde e maduro

O fruto verde olha com soberba,
Acredita que será melhor
E mais gostoso
Que o fruto maduro mais próximo,
E que ele conhece.

O fruto maduro
É uma frustração de si mesmo,
E do fruto verde no presente.

O fruto maduro
Pensa que será muito melhor
Que o outro fruto,
Agora muito mais maduro que ele.

Resumindo verde e maduro
Caminham para a podridão,
Logo o que importa
É a semente que se perpetua
E traz o sumo da vida e da morte.


J.Nunes  

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Relaxamento


Sem espaço para rancores
E ressentimentos,
Sem ilusão de tempo,
Manipulando o passado,
O futuro e o presente
Com a consciência
Que tem sabor de eternidade
Busco essa unidade.

Escoro pelas coisas
Feito um gato relajado
E estou pronto
Com o corpo,
A mente,
A vontade
E a imaginação,
Obedientes à alma,
Com sede insaciável
Do reino de Deus.

J.Nunes

Poema Reencarnação

Na primeira respiração dessa vida,
Estava ali no berço,
Uma criança invensiva
Com a alma de um homem
Com muitos inimigos.

Porém, o homem de novo no corpo
De um menino  recém nascido,
Sabia que não era possível encontrá-lo,
Mas lamentou o peso de uma nova existência.

J.Nunes

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Berço da alma


Mãe de Deus, me perdoe
Quando nos momentos de cegueira na consciência
Lamentei  minha condição na vida e os sofrimentos.

Hoje eu compreendo
E te agradeço dela doença,
Pela pobreza, pelas dores, pelas injurias,
Pelo sofrimento, pelas traições,
Pelo inferno, pelo desprezo,
Pelo abandono, pelas lágrimas,
Pela falta de reconhecimento,
Pela ingratidão, pela tristeza,
Por tudo que me feriu  e fez sofrer.

Eu sei que a alma
Só pode nascer no sofrimento
E que o berço da alma é a pobreza,
E que o conforto da vida é terreno falso
E só traz a ilusão e a inconsciência.

Mãe, agradeço pelo sofrimento
Que fez me fez te procurar,
Se não fosse o sofrimento,
Eu não teria te procurado.

Mãe, se for para ser feliz e ter conforto,
Quero apenas o conforto
Que encontro no seus braços,
Porque sei que a felicidade
Que vem te ti é perene.

Mãe,  estou tão feliz pelo sofrimento
Que tenho vontade de chorar de emoção
E pedir o conforto de seu colo.

J.Nunes

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

demônios bajuladores e sedutores

Demônios  sedutores

Um anjo é seduzido
Pela lembrança do prazer do pecado,
Um anjo é derrubado,
Pela sensação do prazer sexual.

É assim que demônios bajuladores e sedutores  
Derrubam os santos e os anjos.


J.Nunes 

José Nunes poeta mariliense 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ver e ouvir por dentro

Ver e ouvir por dentro

O que me importa agora
É o silêncio,
Ver e ouvir
O que eu tenho para dizer.

O que me importa agora
E ver e ouvir
O que eu penso, sinto e faço,
Por fora e por dentro.

Não tem nenhuma importância,
Nada que eu faço,
Calo e ouço...
O que importa é a força e a energia
Que me leva a fazer...

O que importa mesmo
É ver e ouvir com a alma
E condenar à morte
Com a consciência
Tudo de mal que eu faço,
Vejo, ouço, falo e sinto.

O que eu mais quero é o silêncio
Que observa tudo
Sem a limitação da moralidade,
Que não muda nada.

É preciso olha-se livre,
E se matar por dentro
Sem apego e sem piedade.

Agora o que importa é o silêncio.

J.Nunes  




domingo, 25 de setembro de 2016

guerra interior

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Estagnação  

Fiquei a vida toda olhando
A paisagem estagnada e bucólica
Tentando me convencer  
Que realmente aprecio essa estagnação.

Descubro agora que fico desesperado
Com essa calmaria forçada.

No meu interior 
Sou muito mais violento e produtivo
Que essa paisagem estagnada 
E bucólica da minha vida.

Para não morrer de tédio,
Ou me afundar em um vício
Que me faça sair dessa estagnação,
Que me coloque na dinâmica do caos,
Vou para a guerra interior
E só sai dessa guerra vitorioso e morto,
Sou filho de Marte e Vênus,
Mas não sou o amor.

J.Nunes  



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Segunda adolescências

A vida se processa de sete em sete anos,
Os astros trás a nossa vida
A segunda adolescências aos quarenta anos.
Tornamos maduros e revolucionário,
Queremos transformação...
Tornamos outra vez perigosos e destrutivos,
Sábios e construtivos,
Tudo depende de nosso nosso desenvolvimento adquiridos
Antes dessa segunda adolescência.
Do mesmo modo que a primeira adolescência
Depende da orientação e do desenvolvimento
Até essa primeira adolescência.

J.Nunes   20  - 09- 2016


Uma gota de silêncio

O silêncio é o pão e o alento
Da alma sedenta de Deus.

Depois de tantos descaminhos
Tudo que eu desejo é
Uma gota de silêncio
Na minha boca seca,
Na  minha garganta seca...

Uma gota de silêncio
Nesse deserto de existir
Me recompensa
De todo o tempo perdido
Na tentativa de ser.

Apenas uma gota,
Uma única dose de silêncio...
A cada dia.

J.Nunes

sábado, 17 de setembro de 2016

Poesia para o Reino dos Céus

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Leveza

Acordei tão leve!
Deixei o peso de existir,
De ser, de não ser, o peso que me dei,
E que não era de minha obrigação...
Deixei o orgulho e a vaidade de ser e de não ser...
Fiquei tão leve que a alma parece deixar o corpo.

Agradeci a Deus pela leveza da minha vida.
A leveza é ser eu mesmo,
Sem o peso das ilusões, dos sonhos,
Da cobiça, dos orgulhos e das vaidades.

A leveza de ser você mesmo
Abre as portas para o Reino de Deus.

A minha vida tem sido a mesma,
Meu dia tem sido o mesmo:
Acordo igual a um bicho que sai da toca
Para procurar comida.
Toda a minha vida e os meus dias foram iguais,
Agora eu sei o quanto a vida é leve
E só me resta aprender, adorar e contemplar a criação.

J.Nunes     17-09-2016 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A leveza de ser

Aos pobres

Desapropriar-se

O reino do céu pertence aos pobres,
É preciso desapropriar-se de tudo,
É preciso deixar as vaidades e o orgulho de ser.

Ser isso ou aqui é abstrato,
Só podemos ser de fato e concretamente
Aquela consciência que está além da morte,
Dos sentidos e do mundo fisico.

Para ser e merecer o reino dos céus
É preciso desapropriar-se da ilusão de ser
E construir-se consciente,
Além da fronteira dessa ilusão de ser esse ou aquele.

A leveza da vida está em não ser nada,
Ser o que se é na consciência de ser a cada instante
E desapropriar-se das vaidades, do orgulho
E da ilusões de ser.

J.Nunes.  15-09-2016

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Atração pelo mal

Não estamos prontos para o bem absoluto,
Por isso temos essa atração para o mal em porções,
Que pensamos estar sobre controle.

J.Nunes 

sábado, 3 de setembro de 2016

Como usar o fogo

Acenda o fogo
Só quando for usar o fogo;
Se não for usar o fogo mantenha o apagado
E fique em paz no corpo e na alma.

O fogo  depois de aceso consome,
Transforma, ilumina, aquece e destroi,
Por isso acenda o seu fogo
Quando for preciso transformar
 E iluminar o corpo e a alma.

Quando não é hora apropriada
Para o uso do fogo,
Use a meditação,
A vigilância e a morte do pecado.

J.Nunes

03-09-2016




quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Rio de palavras

O Verbo


O verbo me foi dado.

Em um instante de autodescobrimento
Soube que o verbo me foi dado
Para servir a todos,
Como um rio de palavras
Que brota de minha intuição.

Lamentei arrependido
Por ter um dia pensado em estancar
Esse rio de palavras,
 Por ganhar por elas.

Descobri que o verbo
Que nasce em meu caminho
 deve correr solto e para todos.

J.Nunes


31-08-2016

O fogo

O fogo sagrado

O fogo deve estar sobre controle;
O fogo aumenta,
O fogo diminui.

O fogo não deve ser maior
Que a pureza de coração,
Nem deve ser acendido pelo ego.

O fogo deve nascer na pureza do amor e da carícia,
O fogo deve subir,
Deve ser cuidado para que o ego
Não o aumente muito e sai fora de controle.

J.Nunes

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Corrente do pensamento e corrente do silêncio

Nas correntezas do silêncio

Vá na correnteza do silêncio.

Deixe o pensamento escorrer naturalmente,
Mas não vá com ele,
Deixe que escorra até que morra
Sem força e a míngua.

Pegue as correntes do silêncio e navegue por ela.

Deixe o pensamento como a paisagem
Feita de miragens do tempo.

J.Nunes 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O bem supremo

O bem supremo

Quem vive dentro do bem  supremo
Está sobre as asas da providência divina.
Encontramos o supremo bem
Com a prática do bem absoluto
Que nem se quer aceita a citação sobre o mal.

No bem supremo não existe
Orgulho, vaidade, cobiça e egoismo,
No bem supremo vivemos na margem
Da correnteza do bem absoluto.

Todas as virtudes pertencem ao bem absoluto,
Nada nos pertence, por isso é descabida
A vaidade, a cobiça e o orgulho dos dons e virtudes
Que pertencem ao bem supremo.

As virtudes e os dons nos são dado
Segundo a nossa sintonia
Com o bem absoluto.

J.Nunes

24-08-2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O Bem Absoluto


O Bem absoluto não admite
Nem mesmo citação sobre o mal.

O Bem absoluto é puro;
Não se alterna com o mal
No domínio da vida.

O que chamamos de Bem
É a alternância entre o bem e o mal,
Até mesmo o mal disfarçado de Bem,
Para que a vida se torne possível.

O Bem absoluto é puro e perfeitamente possível.

O mal absoluto é autodestrutivo;
O mal faz o bem para os maus;
Do mesmo modo que um diabo cabeça de legiões
É bom para seus demônios.

O Bem absoluto é puro feito ouro
E não admite alternância
E citações sobre a maldade.

J.Nunes   22-08-2016    



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fim da poesia falada

A caminho da morte

Fui poeta,
Não escrevo mais,
Minha poesia será feita de um silêncio de sepucro...
Minha poesia será feito das chagas de Jó.

Falar agora seria muito perigoso e inútil,
Seria jogar ''pérolas aos porcos;''
É o caminho da morte e do fim.

Já disse tudo que tinha para dizer.
A vida para mim sempre foi um sacrifício
Ter que sair do silêncio
Para construir a vida fora de mim.

Sempre lutei contra o impulso de viver,
Especialmente, a alma.
Estou pronto para o silêncio,
Igual a um cordeiro a caminho da morte.

J.Nunes 17-08-2016

sábado, 13 de agosto de 2016

Poesia esotérica

Constelação

Eu quis ir até a constelação,
O menino desceu das estrelas
De uma brilhante constelação
Com meia dúzia de estrelas.

O céu relevou um mapa
Com todas as cores das bandeiras do mundo...
Um pedaço céu caiu
Feito um papel queimado, mas inteiro.

Colhia o papel e coloquei em baixo
De meu travesseiro em outra dimensão...
Quando acordei o procurei em vão.

J.Nunes 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Poesia espiritualista

Esvaziar-se

Sem religião,
Sem igreja,
Sem sistemas,
Sem conceitos,
Sem política,
Sem ideologias,
Sem razões,
Sem propósitos,
Sem palavras.

Esvaziado,
Em silêncio:
É assim que eu começo a caminhar.

J.Nunes


11-08-2016

domingo, 7 de agosto de 2016

POESIA ESOTÉRICA

Tome, Dr., esta tesoura, e... corte minha singularíssima pessoa. Que importa a mim que a bicharia roa todo o meu coração, depois da morte?!
Augusto dos Anjos

O poeta da Morte

Olhei a vida de outra perspectiva,
Olhei a vida pela perspectiva da morte,
De quem está morto,
Feito o “Poeta da Morte”.

Perdi o medo da morte
E de olhar a vida da morte para a vida.

O cadáver ,se fosse possível,
Encontraria o prazer em ser comido pelo verme
E pelas moscas que possam em seu corpo em decomposição.

A vida quando não é olhada do ângulo da morte para a vida
Ela é sentida como um corpo em decomposição, se pudesse,
Viveria  o prazer de ser consumido pelos vermes.

A vida vivida sobre a perspectiva do prazer tem o sabor de lascívia,
Tem a função de ser matéria orgânica para a natureza,
A vida olhada da perspectiva da morte é consciência
E vida muito além da matéria
E das finalidades da natureza e dos sistemas.

J.Nunes    07-08-2016



sábado, 6 de agosto de 2016

Poesia espiritualista imparcialista

Moral e consciência

O desejo e o vícios nos prazeres,
Que é uma forma de vaidade,
Depois que conquista e doma todos os sentidos
E causa dependência, finca sua bandeira de dominador.

A moral, os conceitos de certo errado
Ficam   inválidos distante dos olhos dos outros.
Restando nos o  remorso,
Ou inventamos conceitos segundo os nossos vícios e desejos
E lutamos ferozmente contra a opinião contraria.

A consciência sobre si esta muito além de nossos remorsos,
De nossos conceitos, de nossas compulsões dos desejos,
Dos vícios sobre os sentidos e  dos pensamentos
Que levam a sentimentos associados aos desejos,
 Ao vício e ao prazer.

A consciência é a experimentação de outra realidade,
Que certamente,  ainda não estamos preparados para vivenciar,
Estão, nos prendemos a um prazer
Que nos prendem ao mundo da inconsciência.

J.Nunes

05-08-2017

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Poesia imparcialista esotérica.

Girassóis da alma


Os cães ainda me mordem as mãos e os pés,
Me prendem ao chão,
Não me deixam em paz
para voar por esse mundo,
Onde viajo além do tempo e do espaço.

Meus corpos se desententem;
Um deles é tomado pela preguiça,
Não quer deixar a cama,
Tenta impedir, corre atrás do outro,
Põe barreiras nos corredores da casa,
Para impedir que  o outro viaje
Pelo espaço e dimensões sem fim.

Sem eles, sem formas viajo
Para as estrelas e entre os átonos das coisas.
Viajo nos giros dos girassois da alma

J.Nunes 04-08-2016

Na essência das coisas

Na essência das coisas

Na essência das coisas
Ter isso ou aquilo
No fundo da consciência é não ter nada.

O que eu tenho realmente é meu corpo
 E seus membros com suas funções.
No fundo da consciência
Nem mesmo meus conhecimentos são meus.
Só temos algo quando ele é uma extensão física de nós;
As coisas não são uma extensão física de nós.

Ter é ser de fato
Ser é ter de fato.
As coisas são separadas de nós,
Nos somos separados das coisas.
Somente o que é extensão de nós é que nos pertence.

Possuímos de fato,
Somos de fato
Aquilo que é extensão do nosso corpo e de nossa alma,
Logo, somos eternidade.
J.Nunes

04-08-2016


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Poesia dia dos pais

Aprendiz de ser pai

Vim aprendendo pela vida;
Vim errando, acertando, aprendendo.
Ser marido e pai é a mais bela lição e aprendizado
Que um homem pode viver dentro dessa escola da vida.

Um pai esta sempre disposto a todos os sacrifícios,
A ficar sempre coadjuvante na vida,
A colocar se fora dos planos,
A lutar e viver pelos seus filhos e esposa.
Ser pai e marido pode ser
Uma lição de desapego, dedicação e amor.

O amor de pai é mais silencioso,
Tem o peso das palavras
Que não são capazes de dizer
Tudo que é ser pai e de falar sobre o silêncio
 De suas dores e lágrimas condidas no peito.

Um pai é feliz com as conquistas de seus filhos,
Realiza-se nos sonhos de seus filhos,
Mesmo que esses não sejam seus sonhos.
Um homem depois que se torna pai deve aprender
A amar sem medida e ser capaz de todas os desprendimentos,
Com a felicidade de quem se realiza na familia.

J.Nunes  03-08-2016

Virtude da Humildade

Filhos da terra

Virtude da Humildade

Humildade vem de húmus,
Que significa filhos da terra, 
Que vem da consciência
De que somos parte de um todo
E a unidade em Deus. 


Temos medo de sermos amorosos,
Temos medo de sermos humildes
Como se não houvesse mais espaço
Em um mundo tão soberbo e grotesco
Para a mais elevada das virtudes da alma.

Invejamos os orgulhosos e os violentos,
Apreciamos a virtude do amor e da humildade,
Porém, nos falta coragem para sermos
Humildes e amoroso porque olhamos
Para essas virtudes como se fossem vulneráveis,
Como se essas virtudes fossem fraquezas,
Quando na verdade é o mais elevada
Das faculdades dos homens.

J.Nunes 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Caminhando no chão

Aprendendo a caminhar no chão

Desde quando aprendi a voar
Desaprendi a caminhar
Com os pés no chão...

Aprendi a saltar espaços e abismos infinitos,
Aprendi a subir e  deixar-se cair
Distância incalculáveis...
Aprendi a viajar na velocidade da luz,
A correr e saltar para outras dimensões,
A correr e andar no ar,
A correr e saltar até as estrelas do céu.

Agora, com muita humildade,
Estou reaprendendo
A caminhar com os pés no chão.

Desacostumado a caminhar,
Longas distâncias a pé,
Meu peito fica fadiga do e meu coração
Bate sufocado pela canceira.

J.Nunes    23 - 07 - 2016

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Poesia espiritualista

Um céu azul na alma

Essas nuvens mutáveis com o vento
E esses pensamentos inconsistentes
Dentro e fora do tempo;
São iguais a essas nuvens
Que encobre o sol e o azul do céu.

Do mesmo modo
Os pensamentos encobrem
A claridade e a lucidez da alma.

Essas nuvens, sempre informes e despersas,
Não pertencem a esse azul celeste
E a essa claridade do sol, da lua e das estrelas.

Do mesmo jeito
Esses pensamentos inquieto e sem constância,
Que encobrem a lucidez da alma,
Não pertencem a unidade com o  ser.

É preciso silêncio; um céu azul na alma.

J.Nunes

20-07-2013

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Poesia espiritualista

Aprecie-se!

Otávio Leal

Aprecie-se


Aprecio-me
Como aprecio a correnteza calma do riacho
E a paisagem ciliar a sua volta... 
Aprecio o que eu ainda posso a vir a ser,
Vejo meu esboço, vejo meus erros, 
Aprecio-me tanto... que não preciso  de aprovação. 

Aprecio-me na solidão de um monge,
Aprecio-me quando sereno na multidão eufórica,
Aprecio-me na contramão do mundo,
Aprecio-me na alma,  leve como um passarinho,
Bela, leve e colorida como uma mariposa.

Caminho em minha direção e aprecio-me,
Aprecio-me nos meus gostos,
Nos meus talentos e vocações,
Na minha voz, no meu sorriso,
No meu humor e nas minhas virtudes e no meu amor.

Gosto muito de mim,
Gosto tanto... que suporto a solidão de pessoas,
Gosto tanto de mim que não me importo
Com as aprovações dos outros sobre meus gostos.

Gosto de estar só para me apreciar...
Não a pecado em apreciar-nos,
Em nosso alma que é espelho de Deus.
Quando apreciamos a nós mesmos, 
Nossa alma nos sorri.
Me basto e sobro de alma!  

Aprecie-se! 
Estamos tão preocupados com o que dizem,
Com a aprovação dos outros, 
Com o sucesso, com progresso exterior 
Que não temos na alma 
Um olhar de apreciação para si mesmo.


J.Nunez     13-07-2016  

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Os dons e as virtudes da alma

Os dons e as virtudes da alma

Nunca me falaram dos benefícios e dos dons do amor,
Da paciência, do altruísmo, da compreensão e da mansidão...

Sempre me disseram que só  lucramos
Com a competição, o orgulho e a ambição...

Hoje descobri que os dons e as virtudes da alma
Nascem da morte desse egoísmo
E que vale muito apena amar
E sofrer por nossa alma e pelo próximo.


J.Nunez 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O corpo contém a alma

Conteúdo

O corpo contém a alma,
A casa e o carro contêm o corpo,
O mundo contém a casa, o carro, corpo e muito mais...,
O universo contém tudo.

A inconsciência faz da alma
E do corpo extensão das coisas...

A alma deve estar entro de tudo
Consciente de que ela existe livre,
Dentro e fora de tudo.

J.Nunez


segunda-feira, 30 de maio de 2016

A morte não aceita justificativas, Evasiva e desculpas...

Prepara-te para a morte

Prepara-te para a morte,
Prepara-te.
A morte não aceita justificativas,
Evasiva e desculpas...

Ela tem essa face
Que traz a morte
Com acoites, preces,
Penitências e mortificações...

Quem busca evasivas e justificativas
Não está pronto para a morte.


J.Nunez  

domingo, 22 de maio de 2016

Autodescobrimento

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Morra!

Fui apresentado a mim mesmo
Com todo o realismo impiedoso e cruel,
Sem amenizar e nem acoitar nada...

Caiu por terra toda a minha pose meditativa,
Todo o meu intelecto vaidoso,
Toda minha fachada virtuosa,
Toda minha conduta pedante,
Todo o meu arrebatamento místico...
Todo o meu preciosismo cristão.

Foi por terra até mesmo a ilusão sobre mim;
Sobrou apenas a dor do remorso indizível
E um realismo cruel que me rasca por dentro
E uma frase fatal: morra!  

 Fui apresentado a mim mesmo
Com todo o realismo impiedoso e cruel,
Sem amenizar e nem acoitar nada...
Essa revelação valeu mais que tudo foi
Mentira, ilusão, mística e pose contemplativa.



J.Nunez 

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