domingo, 29 de janeiro de 2017

Bifurcações e desvios no caminho do desejo

O desejo não caminha em linha reta.
O caminho do desejo têm bifurcações, desvios...

Quando mais se avança no caminho do desejo
Mais se encontra desvios e bifurcações
Que caem em saem em um novo caminho
Muito mais longo e complexo.

J.Nunes 

sábado, 28 de janeiro de 2017

O que é poesia esotérica

A poesia esotérica imparcialista
É o poeta subindo ao reino de Deus,
Vivendo a guerra e a paz entre homens
Baixando ao inferno;
Descendo, estando entre os homens ou subindo
Ao céu, relata o que vive, sente e vê.

J.Nunes

Vaidades sexuais

A vaidade, a cobiça e o orgulho
Estão na vida sexual, na sociedade do sexo fácil,
Como está na vida material e seus bens de consumo.

Na sociedade do sexo fácil
O indivíduo deseja para si
O melhor sexo, e nesse desejo pelo melhor sexo
Inclui a vaidade do melhor corpo e o melhor desempenho,
O orgulho de ter o melhor corpo e o melhor desempenho,
E a cobiça do melhor corpo e melhor desempenho.

A luxúria tem muito mais cabeças que possamos imaginar.
O sexo pautado no amor cristão e na castidade
Deve ser humilde e segundo os valores dessa virtude.

Vaidade, ira, orgulho e cobiça luxurioso...;
A luxuria com muitas cabeças.

J.Nunes 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A colheita de Deus




Do lado sul  da cidade
Vem um tornado gigantesco.

Do lado norte da cidade
Cai uma chuva de fogo aterrorizador.

Pensei:
O que está feito, está feito.
Não dá mais tempo pra nada.
É a colheita de Deus.

Talvez, para as Potências Celestes,
Não passamos de um formigueiro sem importância
Fugindo da grande catástrofe.

J.Nunes 



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Duas Panteras

Duas panteras  negras
Deitadas, calmas, ao pé do umbral.
A velocidade da corrida
Me põe em outro estado de alma
Em outra dimensão.

Na velocidade sobre dois pés,
Na velocidade sobre duas rodas
Quando atinge o máximo de velocidade,
Salto para outro plano.

Os redemoinhos na alma
Giram com toda intensidade
E me coloca em um plano muito mais sútil.

O canto de um grilo, o canto de um pássaro
Também me colocam em outro plano da consciência.
Salto um, dois, três planos, como se saltasse uma escada.

J.Nunes  

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fim da leitura do contexto contemporâneo


A poesia imparcialista foi criada com a intenção
De fazer leitura do contexto contemporâneo
Para situar o homem contemporâneo 
Em um tempo de conflitos entre valores 
E estruturas tradicionais, 
Com a sociedade do prazer e do desejo, 
Que vem impondo suas vontades 
Sem limites e sem parâmetros. 

A literatura que  retratou esse período que marca
O ápice de um contexto histórico,
Que colocou o individualismo, a liberdade exacerbada,
O prazer sexual, os direitos sexuais,
O consumo, o entretenimento,
A exploração e a criação de mercado,
Os direitos das minorias usadas como palanque político;
Todas essas questões nascidas na modernidade,
A partir do individualismo e das liberdades sem parâmetros,
Caiu no fundamentalismo das liberdades e do individualismo,
Que resultou no ódio e no desejo de destruição de tudo
Que impedia, ou que tem opinião contraria a essas condutas.

A tolerância que foi criada e imposta a partir de contratos, 
Teses e discursos nervosos, não pode durar muito tempo.
Um governo desinteressado no palanque das minorias
E mais um contexto masculinizado, 
Pode levar ao conflito direto e a uma reação
Da opinião reprimida e acuada,
Que resultará em um tempo muito mais violento
E menos hipócrita e demagogo.

A poesia imparcialista colocou como marco inicial
A chegada de um presidente negro nos Estados Unidos
E de mulheres presidentes em alguns países.
A saída de Barack Obama do Poder em 2017
E a queda da primeira mulher presidente da República do Brasil em 2016
Marcou o fim do contexto retratado pelo Movimento Literário Imparcialismo.

A poesia imparcialista deixou em 2016,
O  submundo e o inferno de retratar a modernidade,
Para elevar à poesia imparcialista
A espiritualidade do Caminho da Unidade.

J.Nunes    18-01-2017







O anjo azul


No caminho o corvo semi morto.
Entre algumas capelas
A capela de São Francisco
É a que mais me atraiu.

O santo crucificado
Apareceu, prevemente,
Depois apareceu em forma de um anjo azul,
Feito de gesso e inda não acabado.

Me disseram que o santo
Não gostava que o tocassem,,
Perguntei aos presentes:
- O Santo Crucificado, igual ao Cristo,
ainda não morreu com a ira?
Logo compreendi que o anjo, ainda em construção,
Me convidada para a morte do ego.

J.Nunes 

domingo, 15 de janeiro de 2017

Verdade, dualidade e compreensão

Poesia Imparcialista e o caminho da unidade

Verdade, dualidade e compreensão

O nosso líder espiritual é homem santo;
O deles é servo do diabo.
Nós escutamos a voz de Deus;
Eles ouvem a voz dos demônios.
Em nós baixa o Espírito Santo;
Neles uma legião de demônios.
Nós dançamos na presença de Deus;
Eles dançam com o diabo.
As nossas palavras e o nosso livro
Foi escrito e inspirado por Deus;
O livro deles foi escrito e inspirado por satanás.
A nossa igreja leva a salvação e a verdade;
A igreja deles leva ao inferno e as mentiras.
Nós somos filhos escolhidos por Deus;
Eles também são filhos de Deus
Que se entregaram a satanás.
Nós somos convictos de nossa verdade;
Eles não sabem que vivem na mentira.
Nós estamos cheios de espírito santo, por isso cantamos e dançamos;
Eles estão possuídos pelo diabo.
As nossas visões são dadas por Deus;
As visões deles são dadas pelo mestre das mentiras.
As nossas profecias vêm da voz e das visões que Deus nós dá;
As visões deles vêm do Diabo.

A incompreensão é que faz o mundo das dualidades,
Quem compreendeu não precisa impor suas verdades.
O mundo precisa de pessoas com uma visão
Muito mais ampla sobre a espiritualidade e a religião,
Uma visão que transcende o mundo das dualidades.
A Dualidade é incompreensão e conflito,
A compreensão é o caminho da unidade com os homens e com Deus.  

J.Nunes

15-01-2017  

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Borboleta

A borboleta de cores singelas
E com cabeça de águia
Estendeu suas asas
Sobre dois passarinhos
Mortos no ninho.
Parece que a borboleta
Nasceu da morte do pássaro.

Uma voz me dizia algo
Sobre águia e beija-flor.

Aves e borboletas
Símbolos de vida,
Beleza, morte e transformação.

J.Nunes 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Jonas no ataude

No chão da capela a cruz do Cristo deixada,
Na capela Jesus no ataúde,
Na capela  Jonas no ataúde,
Na capela o Homem no ataúde;
Não me foi revelado o seu nome.

Dois homem velavam os corpos quando cheguei,
A um deles perguntei quem era o homem ainda novo
De barba longa e grisalha.
Me respondeu apenas que se eu deixasse a capela morreria,
E que quando o positivo e o negativo se fundirem eu morreria.
Disse a ele que uma hora eu teria que sair.
Deixei a capela que se evaporou em uma explosão com muitas cores.

Perguntei a um personagem quem eu era,
Ele disse com voz assustadora e terrível,
Que eu fui terrivelmente mal,
Reconheci e tive medo  da verdade.

J.Nunes







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